
Documentário - Série
[SINOPSE]
PASSAGEIROS DA FRONTEIRA SUL é um projeto de documentário em série de 12 episódios de 15 minutos de duração, que apresenta narrativas de sequestro, resgate e fuga de perseguidos políticos – na travessia das fronteiras do sul do Brasil com o Uruguai e a Argentina – durante os regimes ditatoriais entre as décadas de 1960 e de 1980. Cada episódio apresenta uma história contada por um narrador principal que articula os testemunhos de outras pessoas que, a exemplo dele, também vivenciaram os fatos narrados. As histórias apresentadas possuem em comum a participação de uma rede de pessoas que se conectava desde o estado do Rio Grande do Sul até as capitais do Uruguai e da Argentina, com o objetivo de auxiliar a fuga de ativistas que corriam risco de vida em seus países de origem. Jair Krischke, remanescente dessa rede de ajuda humanitária é um dos narradores da série. Ele também atua como consultor do projeto desde as etapas de pesquisa, roteirização e planejamento da execução da obra. Na composição audiovisual, além da imagem dos narradores com áudio sincronizado, também serão utilizadas animações de documentos, fotografias, páginas de jornais da época e imagens em movimento dos locais de memória de violência de estado. O universo sonoro das narrativas será reconstituído pela produção de ruídos de sala (foley), em diálogo com o fluxo de imagens e com a trilha musical original.

[SOBRE O MJDH]
O MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS se originou com as ações de um grupo de resistência ao golpe militar que instaurou a ditadura no Brasil. A principal missão, naquele período, era proporcionar às vítimas da perseguição o asilo ou o exílio para determinados países europeus. Convencido de que a divulgação dos casos pela imprensa era essencial para preservar a vida dos perseguidos, o Movimento sistematicamente denunciava a repressão, prisão e tortura de lideranças dos diferentes setores sociais, vítimas da violência do terrorismo de Estado.
Quando ocorreu o sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti, seus dois filhos menores, e Universindo Díaz, em Porto Alegre, em novembro de 1978, ativistas que viriam a formalizar juridicamente o Movimento de Justiça e Direitos Humanos, denunciaram a ação ilegal. O MJDH lutou pela condenação dos policiais envolvidos e pela libertação de Lilian e Universindo. O caso teve repercussão internacional, pois foi o primeiro em que uma clássica ação da Operação Condor foi denunciada, investigada e levada até final condenação.
Com a abertura política em 1979, o MJDH conseguiu formalizar identidade jurídica e atuar na legalidade. Desde então atua em prol dos Direitos Humanos nas mais variadas áreas: questões indígenas, questões agrárias, discriminação social, xenofobia, racismo, tráfico e venda de crianças, defesa dos direitos da criança e do adolescente, discriminação e violência de gênero, violência policial, violência política, transfobia, homofobia, uso excessivo de agrotóxicos e envenenamento por seu uso indiscriminado, liberdade de imprensa.















