
[SINOPSE]
Refugiado no Uruguai após o golpe de 64, Jango e sua família enfrentam dificuldades financeiras, perseguições política e ameaças do novo regime, enquanto tentam voltar ao Brasil. Os anos de exílio do presidente em imagens e depoimentos inéditos.
O projeto foi contemplado na chamada pública BRDE/FSA Concurso Produção Para Cinema de 2018 - Modalidade B.
[FICHA TÉCNICA]
Título Original: JANGO NO EXÍLIO
Gênero: Documentário
Duração: 105 min
País: Brasil
Cor: Colorido
Roteiro e Direção: Pedro Isaias Lucas
Trilha Musical Original: Johann Alex de Souza
Locução: Carlos Cunha
Produção Executiva: Marta Haas
Direção de Fotografia: Pedro Isaias Lucas
Direção de Produção: Marta Haas
Câmera Adicional: Maximiliano Gonzalez
Técnico de Áudio: Roberto Corbo
Montagem: Pedro Isaias Lucas
Pesquisa de Narradores: Pedro Isaias Lucas
Assessor de Pesquisa Documental e de Narradores: Jair Krischke
Assessora de Pesquisa de Fontes e Narradores: Neuza Penalvo
Pesquisa iconográfica e Licenciamento de Imagens: Keter Velho
Pesquisa Iconográfica e Sonora: Marta Haas
Estúdio de Gravação e Mixagem da Trilha Musical: Bunker Sound Design
Produção Musical: Augusto Stern e Fernando Efron
Composição Musical: Johann Alex de Souza
Execução Musical: Johann Alex de Souza
Finalização de Imagem: Machina Filmes
Colorista: Rafael Duarte
Animação: Lucas Gheller
Finalização de Som: Bunker Sound Design
Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron
Edição de Som: Augusto Stern
Edição de Efeitos: Guilherme Cássio
Edição de Ambientes: Ray Fisch
Mixagem: Augusto Stern
Estúdio de Desenho de Som: Bunker Sound Design
Check Mix: Fernando Efron
Estúdio de Check Mix: TECNA – Centro de Produção Audiovisual
Contabilidade: Marelice Soares
NARRADORES
Maria Tereza Goulart
João Vicente Goulart
Denize Goulart
João Marcelo Goulart
Antônio Ávila
Laquito Leães
Jair Krischke
Orpheu Santos Salles
Ernani Azambuja
Alem García
Aurélio Gonzalez
Oscar (Cacho) Lopez Balestra
Robert Ulrich (Peruano)
Juan Roger Rodriguez
Abayubá Valdez
Celeste Penalvo
Neuza Penalvo
Dino Lopes
Tarso Genro
Fernando Rios
Raul Garay
Pedro Simon
Luthero Fagundes
Francisco Rafael Frezzini Esquenazi
Pablo Vassel
NARRADORES EXTRAS
Christopher Goulart
Norma Beatriz Espíndola
Capitão Wilson
Najá Padilha Wiedenhoft
José Newton Falcão
Tânia Fragoso Falcão
Clemar Dias
Cleber Dioni Tentardini
Dionete Streck
Carlos Rios Gouegeon
Carmen Celia Fernandez
Juan Carlos Menendez
Juan Carlos Viana Pereira
Seu Guri
ACERVOS
Família Goulart
Maneco Leães
Centro de Fotografia de Montevidéu (CDF)
Fundação Getúlio Vargas (CPDOC)
Arquivo Público do Estado de São Paulo
Museu Casa de João Goulart em São Borja - RS
Memorial da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Folha Press
Agência do Estadão
Arquivo Nacional
FOTÓGRAFOS
Luiz Abreu
Antônio Vargas
Aurélio González
ACERVO AUDIOVISUAL
Arquivo Nacional
MÚSICAS
Chamamê Cone Sul
Desfile de Horrores
Estrada de Exílios
Galope Malambo
Jazz em Dois
Legueiro de Galope
Tema para Aurélio
Motivo de Tango
O Último Cortejo
Passagem
Sem Título em Mi Menor
ACESSIBILIDADE: ETC Filmes
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Maria Tereza Goulart
João Vicente Goulart
Denize Goulart
Christopher Goulart
Jair Krischke
Movimento de Justiça e Direitos Humanos
Neuza Penalvo
Celeste Penalvo
Ana Rosa Tendler
Silvio Tendler
AGRADECIMENTOS
Show me the Found
Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer São Borja
Memorial Casa João Goulart
Remates José A. Valdez y Cía
Pablo Valdez
Néli Balestra
Sergio Fava (Lillo)
Anibal Gonzalez
Nilce Azevedo Cardoso
Norma Beatriz Espíndola
Capitão Wilson
Seu Guri
Rui Noé Lopes Goulart
Celeste Penalvo
Romualdo Paz
Marília Benevenuto
Norma Morandini
Ricardo Alejandro Vassel
Clarice Falcão
Denise Assumpção
REALIZAÇÃO: Artéria Filmes
PRODUTOR: Pedro Isaias Lucas
DISTRIBUIDORA: Synapse Distribution
[SOBRE A NARRATIVA]
O documentário JANGO NO EXÍLIO apresenta um perfil humano do presidente exilado, suas referências culturais e seu modo de agir no âmbito privado. O período narrado começa com o momento em que João Goulart deixa de ser uma figura pública no Brasil e passa a ser assunto proibido nacionalmente. Essa interdição causou uma lacuna histórica sobre a trajetória desse homem público. A interrupção da vida pública é o início dos percalços pessoais de um homem banido do seu país, que carregou sobre si o peso da acusação de ser o principal causador do golpe civil-militar de 1964 no Brasil.
A narrativa do documentário é desenvolvida a partir do testemunho de pessoas que conviveram com Jango no exílio, associadas a imagens de arquivo – de acervos brasileiros, uruguaios e argentinos – e a imagens e sons atuais dos locais onde João Goulart morava, trabalhava ou frequentava durante o desterro, captados sob a luz natural do outono na região sul continental. A forma como foram realizados os registros das fazendas e dos lugares que Jango viveu no exílio aportam dados visuais e sonoros sobre a rotina e o perfil humano do ex-presidente. Essa abordagem do registro – aliada ao trabalho de montagem do filme – também tem visa sugerir as transformações ocorridas naqueles lugares, com o passar do tempo. A presença espectral do passado evoca a passagem pretérita de Jango por aqueles ambientes.
[SOBRE A TRILHA]
Outro elemento narrativo, a trilha musical original foi composta a partir de referências musicais como a Chacarera, o Chamamé e o Tango, que são músicas tradicionais da região onde Jango se exilou e também muito populares na zona missioneira da fronteira do Rio Grande do sul com a Argentina, local de nascimento e infância do ex-presidente. Também foi utilizado como recurso narrativo a locução de cartas que João Goulart escreveu durante o exílio e que foram destinadas a interlocutores que estavam no Brasil. Esse dispositivo também é uma forma de abrir um espaço de expressão pública ao presidente deposto, que depois de banido, jamais tivera chance de se defender das acusações que lhe custaram o abandono forçado do seu país e a morte em circunstâncias suspeitas no exílio.































